As tinturas medicinais carregam um grande potencial de cura. Fazem parte de saberes antigos e sempre foram fonte de cuidado para os mais velhos. É muito comum encontrar algum tipo de tintura nas casas de quem ainda preserva os costumes da farmácia caseira e natural.
Na casa da minha avó, nunca faltava tintura de fumo com cânfora, usada como repelente. Tinturas de arnica e barbatimão também são bem comuns nas casas de vó e vô.
Na linguagem mais acadêmica, chamamos essas preparações de extratos alcoólicos, quando são compostas por álcool e planta. Quando levam também água, chamamos de extratos hidroalcoólicos. Hoje em dia, existem diferentes métodos e metodologias para o feitio de tinturas, mas eu gosto mesmo é de deixar minha intuição me guiar em alguns processos.
No preparo de tinturas, sempre me permito sentir as energias das ervas. Sempre tem um canto, um rezo, um pedido e uma intenção. Quando feitas em sintonia com a força da lua, se tornam ainda mais potentes.
Compartilho com você um passo a passo simples para fazer suas próprias tinturas. Elas podem ser usadas em diferentes preparos herbais, como pomadas, sabonetes, repelentes, sprays de ervas, ou até mesmo em banhos. As tinturas se transformam em poderosas medicinas para diversos usos.
Para fazer a tintura, você vai precisar de:
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Ervas secas da sua preferência
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Álcool de cereais
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Um potinho de vidro
Para cada 100 g de erva, utilize 100 ml de álcool. Coloque tudo no pote de vidro e deixe descansando ao abrigo da luz, por exemplo, dentro de um armário, por 28 dias. Depois desse período, é só coar e guardar sua tintura em um vidro âmbar, o que ajuda a preservar suas propriedades medicinais por mais tempo. Se não tiver um vidro âmbar, pode guardar no mesmo pote onde fez o preparo.
A validade da tintura é de cerca de dois anos. Recomendo colocar uma etiqueta com o nome da tintura e a data do feitio.
Eu te convido a preparar a sua própria tintura e se conectar com essa medicina tão poderosa.


