É tempo de Lua Nova.
É tempo de cuidar do nosso corpo, de estar presente, de se conectar com a natureza e sentir, na alma, os benefícios dessa conexão.
A natureza pode nos conduzir nesse caminhar, nesse sentir — de forma muito amorosa.
Em tempos tão incertos, é sempre bom lembrar: temos o poder de criar energia positiva e criativa.
Através do nosso corpo, esse templo sagrado, podemos mudar nossa frequência e impactar positivamente quem está ao nosso redor.
Nossa natureza está em ritmo e fluxo com tudo aquilo que observamos fora de nós e que também está em constante movimento.
A natureza se move de forma cíclica, e nós, em algum ponto do caminho, perdemos essa conexão.
Deixamos de nos mover ciclicamente e passamos a acreditar que tudo é linear.
Talvez simplificar a experiência de viver nos mostre caminhos mais suaves e cíclicos.
Essa reconexão se dá de forma muito mais fluida quando olhamos para os ciclos da natureza lunar.
Nada nunca teve garantias — e esse tempo nos lembra disso.
Ele também nos mostra a importância de nos conectarmos com nossa sabedoria interna e ancestral.
Conseguir vislumbrar algo positivo para o futuro é aprender a viver na incerteza e encontrar um certo conforto nesse lugar.
Isso nos convida a confiar.
É tempo de escolher o que queremos para os nossos dias.
De usar o tempo livre para refletir: para onde quero direcionar minha atenção? Quem eu quero apoiar?
Pode ser brincar com um pet, regar as plantas, fazer yoga, meditar, ler, conversar com um amigo — mesmo que online — ou simplesmente não fazer nada.
Mais do que tudo, é sobre escolher aquilo que faz sentido real para você.
Vale lembrar: na simplicidade, muitas vezes, encontramos as maiores belezas da vida.
A Lua Nova é especialmente potente para rituais de recomeço — deixar ir o que já não queremos mais e abrir espaço para o novo. Durante esses dias, estamos sob a energia amorosa da Lua Nova, e eu te convido a experimentar um banho de ervas para purificar, limpar e aterrar. Com arruda, sálvia e capim-cidreira.
Abaixo compartilho algumas das propriedades energéticas dessas ervas.
Minha grande referência nesse caminho é Adriano Camargo — deixo também o nome do livro no fim do texto. 😉
ARRUDA (Ruta graveolens L.)
Sou uma velha conhecida no universo ritualístico.
Xiii… se eu te contar por onde já andei, você vai me chamar de anciã — então melhor deixar pra lá.
Mas tenho certeza de que a sua linhagem ancestral me conhece bem. As benzedeiras e curandeiras, então… nem se fala!
Quem me conhece sabe: não gosto de melindres nem de mimos.
Prefiro ficar quietinha no meu canto, observando. Purifico toda energia que consigo alcançar e que possa estar atrapalhando seu processo evolutivo.
CAPIM-CIDREIRA (Cymbopogon citratus)
Tem gente que me chama de capim-limão, capim-santo, capim-cidrão… e por aí vai.
Sou vovó no reino das ervas medicinais, muito usada em chás que acalmam e adoçam a vida. Mas ó… você sabia que eu também adoro colocar ordem no meio do caos?
Sou boa nisso. Tranquilizo o espírito, organizo as energias e trago percepções sutis, prontas para serem sentidas e vividas.
SÁLVIA (Salvia officinalis L.)
Sou muito usada na culinária, mas também sou amplamente reconhecida por minhas propriedades fitoterápicas e rituais. Dizem por aí que sou a erva da sabedoria e da ancestralidade.
Talvez porque tenho uma forte ligação energética com os orixás anciões — Obaluaê, Oxalá e Nanã. Em banhos, costumo trazer a sensação de pés no chão.
Ofereço aterramento, equilíbrio e sabedoria.
PREPARO DO BANHO
As ervas podem ser frescas ou secas.
Coloque água em uma panela, aqueça, desligue o fogo e adicione as ervas.
Deixe descansar por cerca de 10 minutos.
Coe e aguarde atingir uma temperatura confortável para o banho.
Mais importante que a técnica, é a conexão.
Ative os poderes dessas ervas com suas intenções.
Como dizia minha vó: “Quem não sabe o que quer, qualquer caminho serve.”
Então, faça desse momento um ritual prazeroso, que aqueça o coração.
Respeite cada elemento ativo e vivo presente em cada planta.
Tenho certeza de que esse banho pode ser transformador.
Com carinho,
Nágila Silveira
Referência:
Livro Rituais com Ervas – Banhos, Defumações e Benzimentos, de Adriano Camargo – Editora Livre Expressão.


